sexta-feira, 4 de março de 2016

Parque Nacional da AMAZÔNIA!!!

“Um paraíso da Biodiversidade do
Planeta e Patrimônio Natural do Brasil”.


Criado em 1974, Parque Nacional da Amazônia. tem como objetivo a preservação dos ecossistemas amazônicos naturais. Uma beleza com grande diversidade ecológica existente em uma das regiões mais afetadas pelo desenvolvimento social.
A Floresta Amazônica é e sempre foi um dos grandes patrimônios do Brasil. A grandiosidade da floresta, com uma quantidade infindável de espécies animais e vegetais fez com que ela seja conhecida como a região mais biodiversa do planeta.
São 11 os parques dentro da Amazônia, mas apenas um leva o nome desta região tão rica.  Talvez seja este o motivo que desde a sua criação até meados de 1993, noventa por cento dos visitantes eram estrangeiros. O nome “Amazônia” é muito forte mundialmente e faz deste parque um dos mais procurados por europeus e americanos. Essa unidade surgiu pela iniciativa do Governo, que em 1971 criou o Programa de Integração Nacional. No ano seguinte, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) desapropriou uma área de 6 milhões de hectares, chamada de "Polígono de Altamira". Com isso, o Grupo de Operações da Amazônia (GOA) sugeriu que aproximadamente um milhão de hectares fosse transformado em Parque Nacional. "Sobrou" para o parque 994 mil hectares de pura beleza e magia. O Parque está localizado sobre uma planície sedimentar, com trechos inundáveis às margens do Rio Tapajós. Diversos pequenos rios e igarapés deságuam no Tapajós, formando corredeiras, praias e bancos de areia. Sua área é coberta por floresta úmida com árvores de grande porte: seringueira, freijós, jacarandás e a imponente castanheira, entre outras. Na zona de matas aluviais está a maior representante da flora amazônica, a vitória régia, que pode chegar a ter 2 metros de diâmetro.

Circulando pelo parque é freqüente ver sagüis, quatis e outros bichos de porte maior atravessando de um lado para o outro.  A transamazônica é praticamente a única estrada dentro do parque, e os atrativos são normalmente vistos da estrada. O circuito dos lagos é imperdível, percorrendo cerca de 50 km a partir da sede você pode ver o Lago dos Patos, o Lago das Capivaras e o Lago do Jacaré, sem dúvida o primeiro é o mais bonito, parece uma pintura da natureza. São florestas de igapó emolduradas por palmeiras de açaí, patauá e buritis compondo um cenário típico desta região. Se o visitante gosta de caminhadas, há trilhas mais pesadas como a da Pedra Preta, onde se caminha por cerca de uma hora e meia, partindo da sede, subindo até um pequeno mirante.
Os próprios habitantes do local constroem trilhas, no relevo suavemente ondulado, que levam a cachoeiras , praias e serras do Rio Tapajós. O turista também passa por outras cidades, no passeio pelo rio, que inclui aventura entre corredeiras, afloramentos, praias, bancos de areia e igarapés. No alto, já no final da trilha temos a noção da grande extensão de floresta ainda intocada nesta região. Partindo da sede, trilhas mais leves e interpretativas como a das Árvores Siamesas é recheada de árvores seculares, com formas e tamanhos variados, são gameleiras, sumaúmas, castanheiras, jacarandás e muitas outras, sem falar das árvores gêmeas.  A melhor forma de avistar a fauna, é usar roupas discretas ou camufladas ajuda na aproximação. A quantidade de primatas na unidade impressiona, muitos aparecem em várias regiões, os mais vistos são os sagüis, mas o macaco aranha, bugio e o macaco da noite estão pelas copas das árvores, já o pequeno sauim, um macaquinho branco que cabe na palma da mão é raro e também pode ser visto na margem esquerda do Tapajós. Apesar de ter praticamente uma estrada cortando o parque, é imprescindível a contratação de uma guia local pois além de conhecerem bem as trilhas, eles são experientes e enxergam os bichos onde você não vê nada e ainda sabem onde eles se alimentam, o que facilita a procura.
A ave símbolo do parque é a pequena Ararajuba, só é encontrada nesta região da Amazônia, voa geralmente em bandos e podem ser vistas nos pés de murici se alimentando do fruto. No início da manhã ou final da tarde é possível encontrar estas aves de coloração verde-amarela voando pelo Parque.

Na verdade o Parque da Amazônia é o lugar perfeito para observadores de pássaros, são diversas espécies de tucanos, araçaris, pica-paus, beija-flores e papa-formigas, um verdadeiro show de aves que colorem o céu e encantam seus visitantes. A fauna riquíssima abriga uma grande diversidade de mamíferos como o tamanduá-bandeira, o cachorro-do-mato, o tatu-canastra e a onça-pintada.

Possui mais de 250 espécies de aves, algumas delas ameaçadas de extinção, como o urubu-rei e a águia-real. Suas águas não deixam por menos, encontrando-se ali uma grande variedade de peixes. Os mais famosos são o pirarucu e o tucunaré. A ariranha, a lontra, o peixe-boi e o boto são algumas das espécies que habitam os rios e o imaginário popular. Não bastasse tudo isso, a região ainda guarda centenas de répteis e insetos exóticos, como o maior besouro do mundo. Com todos estes atrativos, é fácil perceber porque muito turista de outros países vem uma vez e acabam voltando, sempre dispostos a descobrir e registrar imagens inéditas da fauna do Parque.  A melhor época para visitação ao Parque Nacional da Amazônia é entre os meses de julho e dezembro, quando as chuvas diminuem. Durante a visitação é possível observar uma grande diversidade de espécies animais e vegetais. O parque não possui infra-estrutura, mas tem como cidades de apoio Itaituba, localizada a 65 km do parque, possui hotéis e restaurantes, e Santarém, que fica a 18 horas de barco, possui hotéis bem equipados, restaurantes, praias, museu indígena e aeroporto internacional. O Parque Nacional da Amazônia pode ser considerado mais uma centro de pesquisa a céu aberto, além de uma excelente ambiente turístico, que com toda a certeza vai agradar a quem decidir fazer uma visita.

Texto; VIA AMAZONIA Fotos; Helly Pamplona

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