quarta-feira, 9 de março de 2016

Arte Tapajônica !!!

"Considerada uma das mais lindas do mundo,
com representação da fauna amazônica".



Os Tapajó, eram exímios oleiros e as peças arqueológicas, em grande número, são hoje conservadas em grandes museus do país, atestando o grande grau de perfeição a que chegaram na feitura de sua cerâmica. Na cidade Pérola do Tapajós, algumas dessas peças de cultura nativa, podem ser vistas no Museu Municipal “João Fona”, instalado na Pça. Barão de Santarém.
A arte tapajônica foi descoberta por Kurt Nimuendaju em 1923 que teve informação sobre a mesma por um padre alemão que era seu amigo
, cujo nome é desconhecido. O grupo indígena Tapajó, localizava-se na foz e ao longo do afluente da margem direita do Amazonas - o Rio Tapajós. Apenas a cerâmica restou para testemunhar sua história. 

Frequentemente a erosão provocada pelas chuvas colocava a descoberta algumas peças arqueológicas, que os meninos da cidade chamavam de "careta" dos índios. Diz Paulo Rodrigues dos Santos em sua obra "Tupaiulândia" que foi em consequência dessas valas, prejudiciais para a cidade, mas de muita utilidade para a ciência, que alguns transeuntes curiosos começaram a arrecadar e guardar lindas peças que afloravam ao solo: vasos esquisitos e recipientes exóticos e desconhecidos, apresentando complicada e bizarra ornamentação. Foi quando apareceu Kurt Nimuendaju, e a cerâmica encontrada em Santarém surgiu e foi divulgada ( e levada), para o mundo.

Existem dois tipos de vasos de cerâmica tapajônica. Vaso de gargalo e de cariátides; além de pratos, estatuetas, cachimbos, etc.
Cerâmica Tapajônica, advém de uma cultura que habitou as margens e a foz do Tapajós, na região hoje ocupada pelo município de Santarém. Como características  marcantes, a modelagem rebuscada, que pode chegar a lembrar o estilo barroco, e a presença de urnas funerárias, pois o povo Tapajó não enterrava seus mortos.


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