quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Pórtico Metrópole é o retrato do abandono na capital paraense!!!

Do lado de fora, as paredes pichadas já entregam o estado de abandono no qual se encontra o Pórtico Metrópole. Visivelmente sem receber uma manutenção adequada, o funcionamento do local tem ficado cada vez mais comprometido, prejudicando quem utiliza a passarela para atravessar a rodovia BR-316.

Situado em frente a um shopping center, o pórtico foi inaugurado em 30 de setembro de 2011. O objetivo era dar mais segurança para a travessia dos pedestres e fluidez ao trânsito. Porém, os usuários encontram muitos obstáculos.

Escadas rolantes do Pórtico Metrópole sem funcionar, dificultando para os pedestres. (Foto: Fernando Araújo/Diário do Pará)

Do lado de dentro, as placas indicam que o espaço é equipado com 4 escadas rolantes, duas escadas tradicionais, uma rampa e 2 elevadores. Mas quando o pedestre precisa utilizar umas das escadas rolantes percebe que nenhuma está funcionando, o que deixou revoltada a ajudante de cozinha Wilcilene Santos, 29. “A pessoa vem cansada e ainda tem de subir essa escada. Está tudo feio e o prefeito de Belém (Zenaldo Coutinho) não faz nada”, reclama.

SUJEIRA
Na tarde de ontem, pais com crianças no colo e idosos subiam com dificuldade, degrau por degrau, pelas escadas rolantes paradas. A falta de limpeza também é perceptível. O acúmulo de sujeira está presente em todo o espaço, gerando reclamações. Outros problemas que podem ser verificados ali são as infiltrações no teto e goteiras. A dona de casa Antônia Gonçalves, 56, utiliza a passarela pelo menos uma vez por semana para ir até uma igreja localizada na BR-316. Ela, que tem dificuldades para se locomover por causa de problemas nos joelhos, esperava ter um pouco mais de conforto no local. 
“Tem vários meses que passo por aqui e vejo que essa escada rolante não funciona. É difícil descer e subir escada, mas é o jeito”, diz Antônia. A falta de segurança no local é outra situação que incomoda. Segundo o comerciante Valdo Bahia, 46, além do local se encontrar cheio de goteiras, a iluminação também é precária. “Se passar uma mulher com uma bolsa por aqui é assaltada na hora”, afirma.
A reportagem tentou falar, por telefone, com a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Belém (PMB), mas ninguém atendeu às ligações. Foi solicitada uma nota via email mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno. O DIÁRIO também não conseguiu contato com a Guarda Municipal de Belém (GMB).
(Pryscila Soares/Diário do Pará)


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