quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Seca transforma cenário em Alter do Chão e incentiva turismo alternativo

"Catraeiros reclamam  e pedem apoio do governo municipal"


Devido a vazante do rio Tapajós, o canal que liga a Vila a ilha do Amor está praticamente seco. Onde antes se realizava a travessia somente nas catraias, hoje, centenas de banhistas atravessam caminhando. Pequenas lagoas se formaram no leito do canal.
Muita lama também é vista por quem procura Alter do Chão em busca de lazer. Os catraieiros reclamam dos problemas ocasionados pela seca e afirmam que o faturamento caiu bastante no mês de novembro deste ano.
Porém existem outras formas de explorar o turismo no famoso balneário; são longos passeios a pé, e muito mais,
por que nesse período, Alter do Chão volta a ser a pacata vila que mistura caboclos amazônicos, visitantes paulistas e turistas estrangeiros. Este é um período bom para visitar as lojas de artesanato, a Escola da Floresta, experimentar cores, cheiros e sabores diferentes.  Curtir o chamado Turismo Alternativo.

 De acordo com o presidente do Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Alter do Chão, Carlos Santos, em anos anteriores todos os catraieiros não pararam de trabalhar nessa época do ano. Porém, no segundo semestre de 2015, a comunidade está sentindo a perda financeira. “Os catraieiros fomentam bastante a renda em Alter do Chão. Nesse período as pessoas estão andando para chegar às praias e com isso os catraieiros ficam sem o ganho. Desde o ano passado a gente vem tentando com o Governo Municipal, para que ele mantenha cestas básicas a essas pessoas que hoje estão sem renda. É muito difícil um pai de família ficar sem renda para sustentar seus filhos”, diz Rosivaldo.

INVERNO E VERÃO EM ALTER DO CHÃO: De dezembro a maio, chove muito e as águas dos rios sobem lentamente. De março a junho, as vitórias-régias florescem. Em maio, as águas atingem o nível mais alto. As praias desaparecem. Neste período, Alter do Chão volta a ser a pacata vila que mistura caboclos amazônicos, além de paulistas e  turistas estrangeiros. Em junho, as águas começam a baixar. Em agosto, as praias reaparecem e Alter do Chão fica badalada novamente. Em setembro, acontece o Sairé. Em novembro, as águas atingem o nível mais baixo. As castanheiras e mungubas florescem, os pássaros se reproduzem e as tartarugas fazem a desova.
Por: Manoel Cardoso
Fonte: RG 15/O Impacto



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