quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Desbravando o Paraíso quase desconhecido dos Zo´é

"Uma tribo pequena e isolada que vive em locais de acesso difícil no coração da floresta amazônica. Identificados pelo seu longo ornamento labial".


Os Zó´é se encontraram com forasteiros pela primeira vez em 1982, quando missionários evangélicos fizeram contato com eles. Eles só entraram em contato sustentado com estrangeiros em 1987, quando missionários da Missão Novas Tribos construíram uma base em suas terras.


COSTUMES:
Desde muito cedo, todos os Zo'é usam o 'm'berpót' – o ornamento labial longo feito de madeira introduzido no lábio inferior.
Os Zo'é contam como um antepassado chamado Sihié'abyr mostrou-lhes como usar o ornamento labial. Uma das cerimônias mais importantes, e um rito de passagem para as crianças, é a perfuração do lábio inferior.
Um osso afiado da perna do macaco-aranha é usado, e um pequeno 'm'berpót' é inserido, geralmente quando as meninas atingem sete anos de idade e os rapazes cerca de nove anos de idade. À medida que crescem, ornamentos labiais maiores são inseridos.

As mulheres usam cocares elaborados com penas suaves do peito branco do urubu-rei, e pintam o corpo com urucum – uma tinta vermelha vibrante feita a partir de sementes de urucum esmagadas.
Rituais marcam muitos aspectos da vida Zo'é, como o nascimento e a morte, a primeira menstruação das meninas, e a primeira anta caçada por meninos adolescentes.
'Seh'py' é talvez a maior cerimônia coletiva, que pode ser realizada para marcar qualquer evento importante. É nomeada após a bebida fermentada naturalmente e servida durante o ritual, que é feita a partir de qualquer tubérculo da estação no momento. Os homens se vestem com saias de fibras longas chamada 'sy'pi'. Homens e mulheres dançam toda a noite em uma série de danças originais acompanhadas de canto. Ao amanhecer, os homens terminam a bebida e vomitam coletivamente.

VIDA EM GRUPO-  Zo'é vivem em grandes casas de palha retangulares e abertas em todos os lados. Aqui, diversas famílias vivem juntas, dormindo em redes penduradas em vigas e cozinhando em fogueiras abertas nas laterais. Eles apreciam as castanhas do Brasil, e muitas vezes constroem as suas comunidades próximas a pomares de castanheiros. Bem como proporcionam uma rica fonte de alimento, as cascas de castanha são utilizadas para fazer pulseiras, e a fibra da casca utilizada para fazer redes.
As comunidades Zo'é estão cercadas por grandes roças, onde mandioca e outros tubérculos, pimentão, banana e muitas outras frutas e vegetais são cultivados. O algodão é cultivado e usado para fazer enfeites de corpo e redes, amarrar ponta de flecha e tecer fitas para transporte de bebês.
São polígamos, e tanto homens como mulheres podem ter mais de um parceiro. É bastante comum para uma mulher com várias filhas se casar com vários homens, alguns dos quais podem mais tarde se casar com uma de suas filhas.
Todo mundo é igual na sociedade Zo'é. Não há líderes, embora as opiniões dos homens particularmente articulados, conhecidos como 'yü', têm mais peso do que outros, em questões de casamento, cultivo de antigas roças ou o estabelecimento de novas comunidades.
Os homens são caçadores extremamente qualificados. A caça normalmente é feita individualmente, mas em certas épocas do ano – como a 'época de macaco gordo' ou 'época de urubu-rei' – caças coletivas são organizadas.
Quando grandes grupos de queixadas se reúnem, os homens Zo'é caçam juntos, correndo furiosamente e atirando flechas contra as queixadas, enquanto as mulheres pegam os filhotes assustados, que são levados de volta para casa e são criados como animais de estimação ou 'raimbé'. Os Zo'é também pescam com arpões e timbó – um veneno de pesca feito de videiras esmagadas.
Da redação/ Fotos (Divulgação) internet

Um comentário:

  1. Querem conhecer mais sobre o que de fato aconteceu com os Zo'é? Acesse http://indigenismohoje.blogspot.com.br/ e compare.

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