segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Seca provoca riscos de acidentes nos rios da região

"A previsão de meteorologistas e de autoridades marítimas é de que o período chuvoso  inicie apenas em fevereiro de 2016, o que poderá ocasionar a maior seca de todos os tempos na região".



Em pesquisa feita no trecho entre Santarém e Itaituba, na região oeste do Pará, a Marinha do Brasil constatou a existência de dezenas de bancos de areia que se formaram nas margens e no leito do rio Tapajós, devido a vazante deste ano, o que provoca riscos a navegação. Outros rios da região, como Arapiuns e Curua-Una, também sofrem com a seca.

Diariamente, de acordo com a Marinha, cerca de 8 mil embarcações, entre barcos de madeira, balsas e navios de grande porte navegam nos rios da região oeste do Pará, as quais sofrem constantes riscos de acidentes, devido ao grande número de bancos de areia que se formam no leito dos mananciais.
De acordo com o comandante da Capitania Fluvial de Santarém, capitão de fragata Robson Oberdan Bispo de Souza, a Marinha trabalha com dados históricos, onde registrou os números nós últimos anos, acima de 2015. Ele informou que neste ano, a vazante já está apontando para uma grande seca, onde os níveis dos rios já estão bastante baixos.


Na última terça-feira, 03, o nível do rio Tapajós marcou 1.20 metro, na régua da Agência Nacional de Águas (ANA), instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), em Santarém.
“O rio Tapajós já está com mais de 1 metro abaixo se comparado ao mesmo período de 2014 e, está com 10 centímetros abaixo da média histórica da vazante, nos últimos anos. No período mais crítico da vazante, que é no mês de novembro, geralmente a régua mede 1.30 metro, mas já assinalamos 1.20. A tendência é de que nessa primeira quinzena de novembro o rio continue baixando”, prevê o capitão Robson Oberdan.
Segundo ele, 2014 foi um ano atípico, onde aconteceu a enchente com um nível bastante alto e na vazante o rio Tapajós não baixou quanto assinala na média histórica. Já neste ano, capitão Robson destaca que o rio Tapajós está com um nível bastante baixo e, que a recomendação é de cautela para os navegantes.
“Os bancos de areia surgem nesse período tanto nas margens quanto nos leitos dos rios. Ocorre que a cada regime de cheia e vazante os bancos de areia às vezes são deslocados para trechos diferentes. A recomendação para as embarcações que possuem equipamentos obrigatórios de navegação, é que eles estejam em perfeitas condições de uso, como o batímetro e o radar. Esses equipamentos são obrigatórios para a navegação com segurança”, recomenda o militar.




EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS:Capitão Robson explica que as embarcações de pequeno porte, que são regionais, não são pautadas desses equipamentos obrigatórios e, que o seu condutor deve ter perfeito conhecimento do trecho que ele vai navegar, para evitar qualquer tipo de acidente. Já as embarcações de grande porte são pautadas de equipamentos obrigatórios, como batímetro e radar.
“No rio Tapajós navegam desde pequenas embarcações até grandes navios. Por causa desse tráfego intenso, principalmente para embarcações maiores os equipamentos são indispensáveis. Deve haver sempre a observação da carta náutica para ver em qual trecho do canal navegável o barco deve passar”, informa o comandante.
Para as embarcações menores, segundo capitão Robson, os condutores, que em sua grande maioria são ribeirinhos e moradores locais, devem conhecer perfeitamente o local que vai navegar. “O condutor não pode se aventurar, porque se não pode colidir com um banco de areia que está submerso, e com isso, venha ocorrer um naufrágio”, orienta.
Por: Manoel Cardoso
Fonte: RG 15/O Impacto




Nenhum comentário:

Postar um comentário