segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

SOBREVIVÊNCIA NA NATUREZA AMAZÔNICA


Os dias passam de forma natural e tranquila para as crianças que vivem à margem dos rios na Amazônia. Sem os recursos e luxos da vida na cidade, eles aprendem com a vida as lições de sobrevivência no Paraíso Verde.

As crianças que vivem na floresta Amazônica, junto com suas famílias, em situação de permanente escassez de recursos financeiros e assistencial, aprenderam a sobreviver garantindo a harmonia com o meio; um bonito exemplo de que o homem amazônico prefere adequar-se à natureza a combate-la.
A maioria dos habitantes da floresta nunca teve a oportunidade de sair do lugar em que nasceu e vive sonhando em conhecer a "cidade". Muitos vivem sua juventude pescando e caçando. E, quando adquirem suas famílias, ensinam seus filhos os mesmos costumes e habilidades para que possam dar continuidade a sua teimosa sobrevivência.

 As crianças são as que mais se associam ao prazer natural que a floresta possui. Os lagos e rios são diversão garantida para a garotada. Estendendo essa reflexão, sabe-se que atividades lúdicas, servem como denominação que figura nos manuais de técnicos em educação, com a recomendação que deve ser matéria obrigatória na didática do ensino. O problema é que nem sempre é adaptada no dia a dia das crianças ribeirinhas, que concentram suas brincadeiras em uma realidade bem diferente.

Em lugar de gangorras, elas se divertem nos "banzeiros"(banzeiros são as ondas provocadas pelas embarcações) que encontram pelo caminho. Como não tem piscinas, praças, muito menos quadras, as crianças ribeirinhas fazem sua área de lazer nos rios, onde nadam e desde cedo aprendem as técnicas e os segredos de como tirarem seu sustento das águas, pescando. É muito comum entre estas populações, famílias com um número sempre maior de filhos. A explicação é a falta de políticas públicas de saúde para controlar a natalidade; uma das falhas de alguns governantes em relação ao ribeirinho amazônida.
Nos caminhos feitos por rios, o homem nativo dribla suas dificuldades com a mesma desenvoltura que usa para se equilibrar em suas canoas, principalmente quando encontram pelo caminho jacarés, cobras e piranhas, além da agradável presença de botos, de sonhos nem sempre realizados, esvoaçando em suas mentes como coloridas borboletas. 
Um cenário de felicidade sem retoques da civilização gananciosa, onde poucos tem muito, e muitos vivem em dificuldades financeiras.
Desde pequeno eles aprendem a dominar o rio à sua maneira, tirando do trajeto hidrográfico a produção de subsistência, peixes em sua maioria. O respeito e o cuidado com a preservação do rio, são importantes; desde muito novos eles têm nas águas uma importante fonte de alimento. "Plantando" sua casa a beira dos rios, aproveitando sabiamente seus recursos naturais. 
Por Roberto Santos/ Fotos Helly Pamplona

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