segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

PESQUISADORES DESCOBREM A VERDADEIRA NASCENTE DO RIO AMAZONAS!!!

"A localização da nascente, a cerca de 1 mil km no sentido sul da cabeceira do rio Marañon, faz com que o rio Amazonas supere o Nilo, com 6.695 km, também em extensão".


Foram necessários seis dias e cinco noites em meio a um clima inóspito, a 5,6 mil m de altitude, para que a primeira expedição científica brasileira consolidasse a localização da nascente do rio Amazonas na cordilheira de Chila, nos Andes do sul do Peru.

Os dados coletados indicam que a principal vertente começa no Nevado Mismi a partir da Quebrada (córrego) Apacheta. Entre a nascente e o oceano Atlântico, o curso d'água ganha os nomes de Lloqueta, Apurimac, Ene, Tambo, Ucayali, Solimões e Amazonas.
Segundo os pesquisadores, com esta localização o rio pode chegar a 6.850 km de extensão, embora seu comprimento possa variar ano a ano com os meandros da planície amazônica.

"Atualmente, nós do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), trabalhamos e testamos a hipótese que o curso principal formador do Amazonas é a vertente da Quebrada Apacheta. É uma especulação fundamentada", disse Oton Barros, que integra a Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe e que participou da expedição.
Os trabalhos desenvolvidos pelo pesquisador no local incluíram estudos com imagens de satélite e modelos de elevação digital do terreno gerados com radar orbital.

Dificuldades - Barros destaca como principal dificuldade da missão a combinação de altitude e clima. "É quase como uma missão espacial. Ficamos sujeitos à confusão mental devido ao ar rarefeito."
Os integrantes da expedição passaram por um processo de aclimatação Na cidade de Chivay. Dois dias depois, seguiram em veículos 4×4 até a encosta nordeste da Cordilheira de Chila, a cerca de 5 mil m de altitude, para a montagem do acampamento base 1. Durante sete dias, foram realizadas caminhadas para pontos diferentes da cabeceira do sistema.
Segundo Barros, esta foi a primeira de uma série de expedições para avaliar a vazão do curso d´água durante outros períodos do ano. "O plano é de uma nova expedição em setembro, no período de seca."
Outra possibilidade de estudo, que tem o apoio do governo peruano, é a instalação de PCD's (Plataforma de Coleta de Dados) automáticas em diversos pontos para evitar a necessidade de deslocamentos mais freqüentes à região da nascente. "Agora entendo como são tão poucos os estudos deste local, ele não é inacessível, é inabitável", disse o pesquisador do Inpe.
Grupo
O grupo foi formado por pesquisadores do Inpe - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ANA - Agência Nacional de Águas e representantes do IGN - Instituto Geográfico Nacional do Peru. A expedição foi organizada pela RW Cine, dos documentaristas Paula Saldanha e Roberto Werneck.

"Estivemos em 1994 na verdadeira nascente do Amazonas como jornalistas. Há anos, tentamos mobilizar as instituições brasileiras para corrigir esse erro histórico. O Brasil ainda publica mapas que mostram o Amazonas nascendo no norte do Peru e ainda ensinam que é o segundo rio mais longo do mundo", disse Paula.
Esta foi a primeira expedição à nascente do Amazonas com pesquisadores brasileiros. A National Geographic Society vem realizando pesquisas desde a década de 70, além de ter promovido no ano 2000 uma expedição à região, em conjunto com a Smithsonian Institution.
Fonte: Terra

Perfil do rio Amazonas
* 20% do total de água doce do mundo está na bacia 
do Amazonas.
* 1,9 mil metros cúbicos é a vazão do rio na 
estação das chuvas, 60 vezes maior que a do Nilo.
* 25.000 Km é a extensão dos rios navegáveis da bacia, 
que compõem uma região de 6,9 milhões de Km², dos 
quais 3,8 milhões estão no Brasil.
* 50 Km é a maior largura do rio, na região de Gurupá (PA).
* 6 são os nomes do rio em toda a sua extensão: Tunguragua, 
Maranôn, Apurímac, Ucayali, Solimões e Amazonas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário