quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O desafio para os que navegam no Amazonas, o maior rio do mundo!!!

"A viagem, aparentemente calma, esconde muitos perigos, pois quem comanda uma embarcação na Amazônia deve ter atenção redobrada, pois os canais por onde as embarcações devem navegar mudam de posição de acordo com o movimento das águas, este um dos muitos perigos que esconde o grande rio".



Entrar em uma embarcação, armar uma rede, deitar e curtir uma viagem tranquila, com paisagem paradisíaca pelos rios da Amazônia; quem não gosta deste roteiro romântico e inesquecível nas viagens feitas nos barcos que singram o rio amazonas e seus afluentes? Mas os passageiros que dormem tranquilos em suas redes, curtindo a viagem, mal sabem que navegar no maior rio do mundo ou em algum de seus afluentes não é tão seguro quanto se imagina. A viagem, aparentemente calma, esconde muitos perigos, pois quem comanda uma embarcação na Amazônia deve ter atenção redobrada
, pois os canais por onde as embarcações devem navegar mudam de posição de acordo com o movimento das águas, muitas vezes ocorre que um leito por onde navegou embarcações por um ano, no ano seguinte pode perder a navegabilidade, e, além disso, apresenta outros riscos como troncos de árvores expondo perigos constantes, principalmente para as pequenas embarcações de madeira, além de bancos de areia que podem até fazer naufragar os barcos.


A população ribeirinha também enfrenta outra grande dificuldade no que tange a segurança nestas viagens, pois em grande parte dos barcos que navegam os rios da região falta o equipamento de segurança exigido por lei; um problema que atinge principalmente pequenas embarcações que transportam passageiros e mercadorias em um mesmo município, a delegacia fluvial de Santarém, admite o problema, e explica que somente multar os infratores não resolve o problema que está associado ao baixo poder aquisitivo destes trabalhadores, mas afirma que faz as exigências dando um prazo para as embarcações se adequarem na lei, um dos principais desafios da Capitania dos portos da delegacia de Santarém é justamente este, de fiscalização, por ser responsável por uma área de 310 mil quilômetros quadrados, totalizando 21 municípios, e cerca de 10 mil embarcações só na região, sendo necessária a mudança de mentalidade sobre a importância da segurança da navegação.
 

As dificuldades enfrentadas em portos da Amazônia.

Os portos da região também apresentam dificuldades, principalmente relacionadas ao ordenamento dos barcos, algumas empresas, nem sempre cumprem seus horários; costumam exceder o número de passageiros, cobram caro por um mau serviço, o ribeirinho tem de se submeter a uma alimentação ruim e atendimento precário nestas viagens. Em municípios como Oriximiná e Monte Alegre houve uma reforma e ampliação de estrutura portuária melhorando em muito o acesso de carga e passageiros, deixando o exemplo para a região, em Juruti pretende-se construir um novo Porto, devido ao escoamento de minérios extraídos pela mineradora Alcoa, localizando-se a dois quilômetros do centro, às margens do Amazonas.


Porto de Santarém.  Um dos principais da região oeste, o que mais oferece dificuldades para os viajantes.
Um caos á parte. O porto de passageiros de Santarém ainda se encontra bem longe das condições estruturais que se espera de um porto que atende ao escoamento de produção de pequenos produtores de toda a região oeste do Pará.  Localizado á margem direita do rio Tapajós, atende a centenas de pessoas que passam por Santarém. Mas o cenário portuário registra cenas preocupantes na rotina dos trabalhadores do porto, que encontram dificuldades em transportar mercadorias para as embarcações, pois o piso das balsas que servem como porto- mais improvisado que flutuante- é irregular, quase inexistente; cheio de buracos e lama, quando chove a vida dos estivadores (carregadores), se complica, pois é necessário cautela para transportar objetos para as embarcações sem sofrer acidentes; por ironia a mesma cautela que deve tomar o passageiro ao embarcar, sobretudo o idoso. Em dias dia de chuva não tem jeito, é necessário pisar na lama. A promessa de melhorias é feita há muito, por diversas administrações municipais, mas até agora a população não vê resultados. Só nos resta por enquanto esperar a quem de direito possa resolver este problema e torcer para embarcarmos em dia sem chuva; do contrário, os resultados podem ser muito drásticos para os passageiros.

Porto de Manaus

Possui grande ligação com a questão econômica do país, através da exportação de produtos do Pólo Industrial.
Localizado na costa oeste do rio Negro, situado na zona central da cidade de Manaus, este Porto mostra uma arquitetura peculiar e única no Brasil. Projetado pelos ingleses, possui cais fixos e flutuantes que acompanham o fenômeno anual da enchente e vazante do Rio Negro, facilitando a atracação de embarcações em qualquer época do ano; Com mais de um século de construção, favoreceu grandemente o comércio no ciclo da borracha atuando na importação e principalmente na exportação desta, o que diminuiu muito sua movimentação após o declínio do comércio de látex, e se viu intensamente retomada às atividades comerciais e de desenvolvimento em 1967, após a criação da Zona Franca De Manaus, em todos estes anos o elegante Porto sofreu diversas reformas, ampliações e adaptações, atendendo ao comércio de produtos e transporte de passageiros de todos os estados da região Norte e de parte do Centro-Oeste.
da redação/ Fotos Helly Pamplona e Roberto Santos

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