quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Grupo americano pretende instalar usina termelétrica em Vila do Conde, PA

"O Pará continua atraindo atenção de investidores nacionais e internacionais, mesmo diante da crise econômica que o País atravessa".


Dessa vez é a GenPower Group, dos Estados Unidos, que atua na produção de gás, que pretende instalar uma usina termelétrica em Vila do Conde, no município de Barcarena, nordeste do estado. O projeto foi apresentado ao governador Simão Jatene na manhã de ontem, quarta-feira, 9, no Palácio do Governo.

O diretor de desenvolvimento de negócios da GenPower Group, Elizeu Campos, explicou que o grupo também pretende investir em uma estrutura de regaseificação, de gás líquido para gás natural, com capacidade para atender tanto a termelétrica como o mercado paraense, impulsionando o desenvolvimento da indústria no Pará. “Realizamos o estudo da área e constatamos que Barcarena reúne localização estratégica, conexão elétrica e condições locais para um terminal de regaseificação. São três pontos fundamentais e de grandes oportunidades”, avaliou.

O governador Simão Jatene acredita que esse é um momento importante para o desenvolvimento do Pará, que vivencia uma segunda corrida rumo ao norte do país. Ele defende que o estado tem condições favoráveis para o desenvolvimento de diversos setores, mas destacou que a instalação de novas empresas deve ser atrelada ao desenvolvimento da população paraense. “Temos interesse que a população seja beneficiada com a instalação de empresas em nosso estado. Não queremos mais ser apenas fornecedores de matéria prima, queremos que a verticalização aconteça no próprio estado, beneficiando a nossa gente”, frisou Simão Jatene.
Gás natural - Através do esforço do Governo do Estado e do senador Flexa Ribeiro, o Pará foi incluído no leilão nacional para captação de novas fontes de energia, que deve acontecer em janeiro de 2016. A Portaria Nº 382/2015 do MME (Ministério de Minas e Energia), divulgada em agosto deste ano, estabelecia como diretriz para o Leilão A-5 que os projetos de térmicas à gás deveriam comprovar disponibilidade do combustível pelo período de vinte anos. Dessa forma, o leilão vedava a participação de empreendimentos no Norte e Nordeste que dependessem de novos terminais de regaseificação ou da ampliação dos terminais existentes. Após ser convencido da viabilidade técnica e econômica do Estado do Pará para a exploração de gás natural, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, voltou atrás de sua decisão e permitiu a instalação de empreendimentos em território paraense, mesmo sem ter ainda disponibilidade do combustível.
O projeto de regaseificação de gás natural liquefeito e de usinas termelétricas no Estado vai propiciar a geração de energia mais limpa e barata a partir da combustão do gás natural. Será a primeira experiência com essa característica no Pará, permitindo a diversificação da matriz energética do Estado. Além dos ganhos econômicos, o projeto apresenta vantagens ambientais, e um potencial vasto para a geração de empregos diretos e indiretos ao introduzir uma nova cadeia produtiva no Estado.
O gás natural emite menos da metade dos gases poluentes gerados na queima de combustíveis fósseis e chega a ser de 20 a 50% mais barato. Se a GenPower Group vencer o leilão, as obras devem começar em 2017 e com início da operação previsto para 2021. Também participaram da reunião o diretor da Magni Partners, Eduardo Maranhão; o diretor presidente da SBPAR, Carlos Moura; o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Luiz Fernandes da Rocha; e a diretora geral do Núcleo de Acompanhamento e Monitoramento da Gestão, Gabriela Landé.
Agência Pará

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