segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A seca que devasta e consome vidas e esperanças no cotidiano cinza do homem da Amazônia

“O repórter fotográfico Roberto Santos, diretor superintendente da Revista Via Amazônia, verificou in loco a situação de degradação ocasionada pela falta de chuvas no Tapajós e parte da Amazônia e mostra com exclusividade.”



O dia amanhece, mas o sol que aparece, mesmo quando vai embora ao final da tarde, parece ser perpétuo, por que seu calor aumenta  e fica. E faz muito tempo que a terra encontra-se seca, que a natureza sofre por conta da escassez de vida que a chuva teria por obrigação trazer. Mas a benção não chega, e o sofrimento persiste.



Um dia, o gado saiu para pastar; não encontrou o verde, na volta ficou na estrada. E tudo por que no lugar da alegria, nas cores alegres da água e do pasto, quem esperava era a morte, com seu semblante cinza e triste. E que dizer do peixe? Se afogou, sem ar. Pois de água nada encontrou. No fundo dos rios estava muito quente, o peixe assou, queimou, morreu aos bandos, afogado na areia que usou como último refúgio, em busca de água.


Dizem os mais velhos, experientes em dor, que o cenário triste é castigo de Deus, contra quem desobedeceu. O que foi fotografado e registrado, está sendo mostrado e classificado de teimosia do homem contra o Criador. Foi desrespeito do ribeirinho, do pescador, do homem da cidade. Todos estão pagando alto preço, por terem desobedecido ao Mandamento que é escrito nas árvores, nos rios e por toda a floresta Amazônica.

Agora, não restam mais dúvidas; onde era rio, existe só terra batida, onde tinha verde, agora é degradação, virou foco de incêndio e sinônimo de destruição. E tudo isso por conta da teimosia do homem, que respondeu aos carinhos da Mãe Natureza com malcriação. E agora chora sem ter sombra, nem consolo,  lágrimas amargas e secas.

Texto: Carlos Cruz/
Fotos Roberto Santos/ Auxiliadora Santos

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