sábado, 14 de novembro de 2015

Volta Grande do Xingu

"Uma paisagem exuberante, mas ainda pouco conhecida, com cenários de magia e muita beleza"

 Cercada por cachoeiras, a Volta Grande, localizada na região onde se encontra o  município de Vitória do Xingu, se estende por um trecho de 100 km de um dos mais belos e importantes rios brasileiros, o Rio Xingu – com extensão de aproximadamente 1400 km, destes, 900 km são navegáveis.

No local fica a cachoeira conhecida como Cenec com cerca de 3km de extensão e várias quedas d’água, sendo a maior delas com cerca de trinta metros de altura e seis metros de largura. A queda de suas águas forma uma cortina de pingos d’água de imensa beleza e corredeiras de embelezam ainda mais a paisagem.
A beleza do local, que chama atenção, está inserida na Região Turística do Xingu, delimitada pela Companhia Paraense de Turismo (Paratur) com mais cinco regiões que formam o Pará e são divulgadas como atrativo de visitantes para a Obra-Prima da Amazônia: Belém, Marajó, Tapajós, Amazônia Atlântica e Araguaia Tocantins. O ordenamento territorial do Pará nesses seis pólos turísticos foi realizado pelo Governo do Estado, por meio da Paratur em 2001, por meio do “Projeto Beija Flor”, quando o turismo faia parte dos três principais eixos de desenvolvimento do Pará, juntamente com o agronegócio e a mineração. O inspirou o Plano de Desenvolvimento Turístico do Estado do Pará (PDT/PA). Em 2011 o Governo do Estado lançou o Plano Ver-o-Pará (Plano Estratégico de Turismo do Pará), em que o Xingu permanece no ordenamento das regiões turísticas do Estado.
Neste contexto, dentre esses locais de exuberante beleza, o Xingu é o sexto polo turístico do estado. Este polo, por sua vez, tem em Altamira alguns dos principais produtos segundo o Ver-o-Pará. Entre os 12 produtos e recursos turísticos do Xingu, destacam-se o sítio pesqueiro do Xingu, mosaico de unidades de conservação da Terra do Meio e comunidades indígenas do Xingu.
A área de banho e o acesso ao local exigem cautela para quem visita o local, pois as correntezas muito fortes nas margens de pedras, junto às cachoeiras e a estrondosa força das águas oferecem perigo e exigem cuidado dos banhistas para não serem empurrados para o chamado “Redemoinho”, local também conhecido pelos ribeirinhos como “rebojo”.
Para chegar ao local, partindo de Altamira, são 100 km em estrada de terra (cerca de uma hora e meia de carro), até o porto onde o visitante pega uma embarcação em uma viagem de cerca de 20 minutos. Durante o percurso, feito por água, existem bancos de areia que embelezam a paisagem da viagem, momento para relaxar, cercado pela natureza. 

Para quem aprecia a prática de pescaria, o local também pode ser ideal para fisgar uma infinita variedade de peixes, entre eles, um dos mais procurados pelo os amantes da pesca, o tucunaré.
Para ter acesso a todas essas belezas naturais, os municípios dispõem de guias turísticos e de uma frota de voadeiras e barcos preparados para levar os visitantes a locais mais que paradisíacos.

Texto: Wilson Soares – Abrajet Pará/Pólo Xingu



Nenhum comentário:

Postar um comentário