quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Botos a beira da extinção!!!

"Crime contra os indefesos animais pode levar espécies à extinção"



O crescimento da demanda no Brasil e em países vizinhos de um peixe da Amazônia tem contribuído para a drástica redução da população de botos, uma das espécies mamíferas aquáticas mais simpáticas e dóceis da região. 
O boto, também  conhecido como “golfinho de água doce”, é um animal comum no imaginário da população nativa da Amazônia, e vem sendo vítima de uma matança descontrolada no Amazonas nos últimos anos
para que carne e gordura sirvam de isca para a pesca da Piracatinga.

Conheça a Piracatinga
No mercado consumidor, a piracatinga (ou urubu d´água) recebeu o nome de douradinha. Foi uma invenção do comércio (pescadores e frigoríficos), que temia a rejeição ao peixe. A escolha não é ao acaso, pois existe outro peixe na região chamado Dourado, que é bastante consumido localmente e não tem relação com abate do boto. A douradinha é vendida em filés.
Segundo a Secretaria Estadual de Produção Rural do Amazonas, os maiores consumidores da douradinha são Colômbia e Peru e as regiões Nordeste e Centro-Sul do Brasil. No Amazonas, a demanda é insignificante, pois a população local não tem costume de comer “peixe liso”, como a piracatinga também é conhecida.
Como a população da Piracatinga ainda é abundante na bacia amazônica, a pesca – e a consequente matança dos botos – ocorre em todas as calhas da região, do alto rio Solimões, na fronteira com a Colômbia, ao baixo rio Amazonas, na divisa com o Pará.
A bióloga Sannie Brum, pesquisadora do Programa de Manejo e Conservação de Recursos Pesqueiros do Instituto Piaguaçu-Purus, conta que a piracatinga começou a ser pescada no Brasil para suprir o mercado da Colômbia. Naquele País, o “capaz”, um peixe parecido com a piracatinga e muito apreciado pela população, teve a população reduzida pela sobrepesca.
Ela contou que a piracatinga, primeiramente, era totalmente exportada, já que o amazonense nunca teve o hábito de comer esta espécie. “Os ribeirinhos continuam não consumindo, mas o mercado se expandiu. A piracatinga é muito lucrativa, tanto para os pescadores quanto para os comerciantes (frigoríficos), e nos últimos anos com o nome de ‘filé de douradinha’ este mercado está, além de Manaus, no Nordeste brasileiro e até em São Paulo”, contou a bióloga. Isso é uma tremenda vergonha.
Da redação

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