sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Alto Solimões voltou a secar, afirma Serviço Geológico do Brasil

"Enquanto o rio Negro subiu mais 21 centímetros, atingindo a cota de 16,68 metros"


De todos os rios do Amazonas, o Alto Solimões, na área do município de Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus), é o único que o nível voltou a baixar, depois de subir mais de dois metros, segundo o gerente de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), André Luis Martinelli.
O último boletim emitido pelo CPRM, na última sexta-feira, aponta que a bacia do Javari está iniciando o período da enchente.
A bacia do Purus está com nível abaixo da média para a época, enquanto que a bacia Solimões, na região de Tabatinga, baixou 1,89 metros nos últimos dez dias.
O município de Parintins está em pico de vazante. A bacia do Madeira está no fim da vazante, com níveis normais para o período. Desde o último sábado, o rio Negro subiu mais 21 centímetros, atingindo a cota de 16,68 metros ontem.
Segundo Martinelli, o Rio Negro, em Manaus, sofre influência direta do Solimões. “Todos os anos, em novembro, o Alto Solimões apresenta essa baixa. O que estamos esperando saber é se essa onda de baixa vai trazer alguma influencia em Manaus. Normalmente não traz, mas como este ano foi atípico, com o fenômeno El Niño muito forte, não podemos assumir que não venha ocorrer uma baixa do Negro, em Manaus”, explica.
Ele comentou ainda, que o Alto Rio Negro, na região de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus) também pode sofrer o mesmo evento entre janeiro e fevereiro, podendo alcançar valores recordes. “Historicamente, o Alto Rio Negro tem esse comportamento. Ele tem o pico de cheia, depois desce bastante entre setembro e outubro e torna e encher em dezembro. Depois da subida, ele torna a baixar e chega aos valores mais baixos do seu ciclo hidrológico entre janeiro e fevereiro”.
Alerta
O gerente hidrológico do Serviço Geológico do Brasil, André Luis Martinelli, explica que o Rio Negro, em Manaus, sofre maior influência do Solimões, mas que a possibilidade do evento de seca em São Gabriel da Cachoeira influenciar o baixo Rio Negro não é descartada.
ACRITICA.COM

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