quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Prefeitura abandona Parque Ecológico, em Belém






Não há previsão de quando as reformas começarão, pois ainda é necessária a captação de recursos para a revitalização.

Assim que o parque ecológico Gunnar Vingren, no conjunto Médice 2, bairro Parque Verde, foi inaugurado pela Prefeitura de Belém, em setembro de 2010, a dona de casa Maria Francisca Sampaio, 33 anos, foi com o filho de 8 anos conhecer o lugar. De clima agradável, o parque encantava os visitantes e o canto dos passarinhos dava um ritmo mais calmo à vida agitada da cidade. “A natureza era abundante. Tinha até lago”, lembra Maria. “Agora, passo pela frente e está tudo fechado ao público. Eu não sei o motivo”. 
A equipe do DIÁRIO foi até o parque, que estava com as grades trancadas. Porém, a direção do local autorizou a entrada da reportagem. O espaço possui 15 pontes, mas todas estão quebradas, o que inviabiliza o passeio das pessoas. As trilhas estão tomadas de mato alto e muitas folhas secas. Segundo a administração, o tamanho do parque pode ser comparado a 3 bosques Rodrigues Alves. 
A doméstica Elaine Alves da Silva, 14, vê as crianças brincarem pela rua e gostaria que o parque fosse reformado e novamente aberto ao público. “ Seria tão bom para as crianças terem um local para brincar”, diz ela. Segundo a chefe de Divisão de Parques da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Ana Lucia Vilhena, o parque foi completamente fechado após o telhado do chalé de madeira, onde funcionavam as 9 salas administrativas, ter desabado e caído em cima de uma funcionária, que chegou a ficar ferida. “A madeira utilizada na construção não foi a correta”, diz Ana Lucia.
O acidente ocorreu em fevereiro deste ano. Mas, antes disso, a população afirma que já era difícil ter acesso ao local. “Isso funcionou por muito pouco tempo. Esse parque está entregue às baratas. O prefeito Zenaldo Coutinho não está nem aí”, ressalta Margarida.
VISITAS
A responsável pelo Parque, Ana Lucia, diz que as visitas costumavam ser restringidas, porque o local é grande e tem lugares ainda não mapeados pela Semma. “Podem ter animais como cobras, que coloquem em risco a vida das pessoas. Há necessidade de um plano de manejo dos animais silvestres”. Ainda de acordo com ela, não há previsão de quando as reformas começarão, pois ainda é necessária a captação de recursos para a revitalização. Um projeto preparado pela Divisão de Parques ainda será encaminhado a Semma.
(Renata Paes/Diário do Pará)

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