sábado, 17 de outubro de 2015

El Niño provoca chuvas no Sul e calor intenso nas outras regiões, diz Inmet

Para a Região Norte, que também já enfrenta altas temperaturas, a previsão é de manutenção do quadro atual. “No norte da Região Norte do país também vai ficar mais seco até dezembro".


Enquanto moradores de cidades dos estados da Região Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, sofrem com as fortes chuvas e tempestades de granizo, os habitantes das demais regiões buscam formas de se proteger do sol, enfrentar as altas temperaturas e a baixa umidade. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a “culpa” dessa variação climática no país é do El Niño, que este ano está mais intenso do que o normal.
“O maior vilão é o El Niño, que está provocando essa intempérie do tempo e do clima. Ele está segurando essa frente fria mais para o Sul e o Sudeste e, na região central, ao não chover, a massa de ar seca começa a se intensificar, provocando a baixa umidade relativa do ar e temperaturas mais altas”, explicou o meteorologista do Inmet Mamedes Luiz Melo.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas superficiais e subsuperficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança de temperatura, disse Melo, provoca uma modificação da circulação geral da atmosfera. No Brasil, o fenômeno se caracteriza por chuvas mais intensas nas regiões Sul e Sudeste e tempo mais seco nas regiões Norte e Nordeste.
“Como o El Niño está muito intenso, a região central do país também está sendo afetada. Normalmente, ele começa a aparecer em novembro, tendo seu pico em dezembro. Este ano, já começou a provocar as anomalias das águas desde maio”, explicou o meteorologista.
Previsão
A meteorologia não tem boas notícia para os moradores dos estados da Região Sul, que têm tido prejuízos em virtude do mau tempo. A previsão é que a ocorrência de chuvas fortes continue. No Rio Grande do Sul, por exemplo, subiu para 100 o total de municípios atingidos pelas chuvas.
Já para a Região Sudeste, a previsão que as chuvas fiquem dentro da média para o período, exceto no sul de São Paulo, onde o volume de chuvas deve ficar “ligeiramente acima da média”.
Na Região Centro-Oeste as altas temperaturas e a baixa umidade devem continuar pelo menos por mais dez dia. “Há uma probabilidade que depois do dia 25 de outubro possa voltar a chover na região central do país”, afirmou o meteorologista.

Para a Região Norte, que também já enfrenta altas temperaturas, a previsão é de manutenção do quadro atual. “No norte da Região Norte do país também vai ficar mais seco até dezembro e mais ao centro também ficará abaixo da média”. De acordo com o Inmet, a previsão de baixa ocorrência de chuvas deixa a situação crítica também na Região Nordeste, especialmente no sertão nordestino, tradicionalmente castigado pela estiagem prolongada. O meteorologista do Inmet explicou que existem dois períodos chuvosos na região: de fevereiro a maio e de maio até agosto e que, por conta dos efeitos do El Niño, o regime de chuvas deverá ser ainda mais afetado.
Com isso, a previsão é que a segunda estação chuvosa na região fiquei abaixo da média. “A situação que já é ruim deve se complicar. Pelo menos de outubro até dezembro a previsão é que a ocorrência de chuvas fique ligeiramente abaixo da média”.

Com informações; Agência Brasil


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