quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dentista americano que matou leão Cecil diz que não sabia que o animal fosse tão querido

Walter Palmer é suspeito da morte, ocorrida em 1º de julho no Zimbábue. Animal de 13 anos era atração turística e era pesquisado por cientistas.



O dentista americano Walter Palmer, suspeito por matar o leão Cecil, o mais famoso do Zimbábue, no dia 1 de julho, o que gerou várias críticas, afirma que não tinha nem ideia de que o felino fosse tão venerado.
No que assegura que são suas primeiras declarações após conhecer-se sua identidade no caso, divulgadas pelo jornal StarTribune de Mineápolis. Palmer, que ainda não foi acusado de nenhum crime, diz que quer retomar a sua vida profissional e pessoal após semanas afastado da vida pública.
Palmer, de 55 anos, reitera que a caça era legal e que ele e os outros caçadores não tinham nem ideia de que o leão, de 13 anos e conhecido por sua longa juba comprida, era tão querido.
No entanto, se nega a confirmar se cumprirá com qualquer pedido, seja informal ou por meio dos procedimentos de extradição, para voltar ao Zimbábue para responder às acusações legais.
Alega que deve voltar a sua profissão e a seus pacientes, ao ressaltar: "Tenho um grande número de funcionários, e estou um pouco com o coração partido pela interrupção em suas vidas" devido à repercussão mundial que teve a morte do leão Cecil, causada com um arco.

A morte de Cecil criou uma polêmica internacional sobre os limites da lucrativa caça esportiva, que atrai pessoas de todo o mundo para transformar animais selvagens em seus troféus.
Walter Palmer se limitou a dizer que ele feriu o leão, e que com outra flecha morreu em muito menos tempo do que as 40 horas citadas em relatórios de imprensa anteriores.
O julgamento do responsável de organizar o safári, Theo Bronkhorst, foi adiado para 28 de setembro, segundo o grupo conservacionista Bhejane Trust.
COMOÇÃO:
Piper Hoppe, de 10 anos, mostra uma placa com a foto do leão Cecil, símbolo do Zimbábue, durante protesto em Bloomington, Minnesota (EUA). (Foto: Eric Miller/Reuters).

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