quarta-feira, 28 de julho de 2010

Belo Monte, investimento ou devastação?





A matriz energética brasileira é sustentada basicamente na hidroeletricidade, como exemplos na Amazônia estão as usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), construídas a partir da década de 70. Portanto vemos que a polêmica em torno da construção desses complexos hidrelétricos tornou-se herança das obras estratégicas do governo federal.


Especialistas favoráveis a construção, apontam que Belo Monte e outras usinas (como no rio Tapajós) sustentarão o potencial remanescente hidrelétrico no país, sendo assim vitais para o desenvolvimento, devido ao crescente mercado de energia elétrica.

As usinas construídas na Amazônia não servem de modelo para o projeto de Belo Monte, talvez esse seja o motivo da licença de Belo Monte ter sido mais rigorosa em relação a impactos ambientais e sociais do que as exigências de outras centrais energéticas.

Os socioambientalistas, entretanto, estão convencidos de que além dos impactos diretos e indiretos, Belo Monte é um cavalo de tróia, porque outras barragens virão e com elas uma série de conseqüências como inchaço populacional, comprometimento da biodiversidade com a perda irreversível de centenas de espécies, desrespeito a cultura dos povos tradicionais entre outros impactos sócio-ambientais.

Frente a discussão estão os movimentos sociais que atuam na região, como por exemplo, o Movimento Xingu Vivo para Sempre que reúnem representantes como o Bispo Dom Erwin Kräutler, Antônia Melo (Movimento de Mulheres), a população ribeirinha, os indígenas além de ongs nacionais e internacionais, todos na luta contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte e de outras hidrelétricas.




Enfim não seria o momento do Brasil se equiparar aos exemplos dos países que investem na geração de energias alternativas como a solar, eólica e biomassa que não causam impactos ambientais e sociais?



---------------------------------------------( por Fernanda Rodrigues.)



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