terça-feira, 17 de janeiro de 2017

GALERIA RUY MEIRA , A ARTE DO FAZER !!!

 "Fundação Cultural do Pará (FCP) inaugurou  a galeria Ruy Meira, um espaço voltado para a valorização dos bens culturais da Amazônia, na Casa das Artes".

A presidente da Fundação Cultural do Pará, Dina Oliveira, conta que a Galeria Ruy Meira é uma justa homenagem ao artista e ceramista. “O Ruy Meira foi o primeiro oficineiro da minha vida; quando tinha 10 anos de idade, lembro que íamos para o Atelier dele, todo mundo em volta dele vendo ele pintar, pintando junto, desenhando, vendo livros, criando uma intimidade com o atelier, seu espaço de vivência”, lembra.

Quando iniciou as atividades do Curro Velho com a proposta de levar arte e ofício para crianças e adolescentes da Vila da Barca, a arquiteta Dina Oliveira convidou o artista para ministrar oficinas de cerâmica. “Foi uma oportunidade de outras crianças e adolescentes terem acesso ao universo da arte”, comemora.
Para celebrar o lançamento desse projeto e inaugurar a temporada de exposições, o público teve oportunidade em conferir a abertura da mostra "Ruy Meira: A Arte do Fazer".  A exposição apresenta parte de um recorte do acervo da família, apresentando pinturas, esculturas, croquis e catálogos originais, além de reproduções de fotos e textos que contextualizam a trajetória do artista. A mostra tem como curadora Maria Angélica, filha do artista.
Para a mostra foram selecionadas obras significativas do artista, buscando traçar um panorama de sua produção ao longo de seus 50 anos de atividades artísticas. Quadros figurativos e esculturas da década de 1940, a virada abstracionista com o “Porto do Sal” e a tela “S/ título”, de sua última exposição em 1993, estão presentes na exposição. Esculturas em cerâmica e em bronze e trabalhos com suporte em papel também compõem a mostra. “Estas obras participaram de exposições em diversas épocas e de algumas poucas retrospectivas e servem como testemunho do processo produtivo da obra de Ruy Meira”, ressalta Maria Angélica. 
A sólida trajetória construída por Ruy Meira o colocou em lugar de destaque dentro do campo das artes plásticas paraenses. A mostra evidencia uma trajetória do artista que, sem perder de vista o seu perfil de engenheiro de sonhos, dialoga diretamente com o período histórico contemporâneo, seja por sua representação institucional e presença em diversos acervos, seja por sua própria poética, a percorrer uma diversidade de técnicas - com especial destaque para as linguagens da pintura, escultura e cerâmica, que revelam seu modo de fazer e pensar arte. “Ele (Ruy Meira) sabia passar o condão, abrindo as portas do universo da arte. Ele não tinha essa coisa do regionalismo. Suas obras são geométricas, são universais”, observa Dina Oliveira.

PERFIL- Ruy Meira nasceu em Belém do Pará em 30 de novembro de 1921, passou sua infância Rio Grande do Norte e na juventude iniciou seus estudos na Escola de Engenharia do Pará em 1942, época na qual passou a se interessar pelo desenho e pelas artes, no que foi estimulado por professores e amigos. Sua primeira exposição foi na  1ª Mostra individual, Salões da Biblioteca Pública e do Arquivo Público do Pará em 1956. Até seu falecimento em 1995, participou de inúmeras mostras e exposições, se destacando nas linguagens da pintura, escultura e cerâmica, com uma rica produção e ativa participação no cenário artístico local e em eventos nacionais e internacionais.

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