segunda-feira, 28 de março de 2016

Diversidade turística pode ajudar no crescimento econômico do AM

"Especialista em marketing afirma que turismo é uma alternativa de crescimento econômico e social para a região".

Turismo de selva é um dos fortes do Amazonas, atraindo quem busca o exotismo da floresta
 
(Márcio Silva/ 26/jul/2009)

 As belezas da flora, fauna e rios do Amazonas encantam qualquer visitante. O Estado, localizado no centro da maior floresta tropical do mundo e rodeada pela maior bacia de água doce do planeta, subaproveita as potencialidades do turismo, setor que a cada ano se mostra como uma alternativa de modelo de crescimento econômico e social para a região.

De acordo com a diretora da ABL Consultoria, Angela Bulbol de Lima, doutora em Ciência da Informação e Marketing, toda a história socioeconômica do Amazonas está ancorada no modelo Zona Franca, que ao longo dos anos vem dando sinais significativos de enfraquecimento. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, em 2015, o estado teve uma queda de 18,4% na produção industrial.
Para Angela Bulbol, essa dependência econômica da Zona Franca, acumulada durante os 49 anos de existência desse modelo, afastou o Amazonas da sua principal vocação, que é o turismo. “Durante esse período, formamos mão de obra para a indústria, destinamos uma área da cidade para abrigar as fábricas e, simplesmente, não se investiu na formação de pessoas para atuarem no setor turístico”, disse.
A diretora da ABL diz que o modelo Zona Franca não deve ser extinto, porém é preciso resgatar a vocação do estado. “É preciso incentivar o empreendedorismo e a capacitação na área, como alternativa para expansão econômica do Estado”, acrescentou.
Angela Bulbol está lançando as bases, em Manaus, do #MovimentoProtagonize, por meio do qual pretende destacar empreendedores que se sobressaem aproveitando a diversidade cultural e a riqueza natural da Amazônia. A especialista frisa que o projeto quer também promover uma reflexão sobre as potencialidades da região e estimular a geração de novos negócios. “O amazonense tem vocação para empreender. Basta que receba orientação e treinamento para usar as riquezas da região e inovar”, destacou.
Angela ressalta que as iniciativas no setor turístico são muito pequenas se comparadas com outros estados da região Norte. Um exemplo citado por ela é o Pará, que emprega segundo dados da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplanct), atualmente, 40.655 pessoas no setor turístico, enquanto o Amazonas tem apenas 24 mil profissionais atuando nesta área.
Angela acredita que a marca Amazônia, se for bem trabalhada, consegue atrair turistas de todos os segmentos, desde aqueles que procuram aventura, até os que preferem conhecer a região na tranquilidade e conforto dos cruzeiros. Esse setor, inclusive, é uma área em ascensão e que merece atenção dos empreendedores.

Movimento Protagonize
Para o lançamento do #Movimento Protagonize, a ABL Consultoria trará a Manaus, Gabriela Otto, principal especialista em turismo de luxo no País. Gabriela irá falar sobre o crescimento do turismo ecológico e de luxo no Brasil e as potencialidades do Amazonas nesse segmento. O lançamento do movimento está previsto para este semestre.
Fonte; A CRITICA, MANAUS

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