segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Estudantes da Ufopa estão construindo veículo para participar de competição nacional !!!

“Na fase atual, já é possível ver materializados os sistemas do veículo. Falta agora a carenagem, que é de fato o que dá forma e design ao carro, e após isso serão feitos os testes de qualidade”


Estudantes do curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) da Ufopa se preparam para participar da Baja SAE BRASIL – uma competição internacional originária da Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos – na qual estudantes de engenharia de todo o país criam veículos off-road para pistas fora de estrada, conhecidos como minibajas.
Carlos Fernando, Adebraldo Maia Jr., Paulo Andrade, Nicholas Furtado, Rodrigo Lobo, Fabiane Almeida e Hilary Bentes formam a equipe Bajara, coordenada pelo Prof. Me. Thiago Moreira, autor do projeto de extensão “Minibaja Sae Brasil: um mecanismo de aprimoramento técnico dos futuros profissionais de engenharia da Universidade Federal do Oeste do Pará.
Para construir um minibaja para a competição nacional, que ocorrerá em março de 2016 na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, a equipe da Ufopa se dedica desde a concepção e detalhamento do projeto, que é o desenvolvimento computacional, até a montagem e finalização do veículo. Na fase atual, já é possível ver materializados os sistemas do veículo. “Estamos em uma etapa construtiva, montando os sistemas de suspensão, transmissão, freio e direção. Falta agora a carenagem, que é de fato o que dá forma e design ao carro, e após isso faremos os testes de qualidade. A expectativa é que em dezembro o carro esteja pronto, para iniciarmos os testes e emitirmos o relatório para enviar para a competição”, explica o professor.


Prática - Para o estudante Nicholas Furtado, estar envolvido em uma situação real de desenvolvimento de um veículo off-road, é uma oportunidade de aplicar todo o conhecimento adquirido em sala de aula. “Quando o engenheiro sai da formação, ele conhece a parte teórica, mas ele não conhece a dificuldade de se aplicar o conhecimento. E o baja é voltado para colocar tudo aquilo que a gente aprendeu na sala de aula em prática, pois nem tudo que a gente vê em sala de aula é aplicável na situação real. Às vezes a gente encontra um material que parece fácil de soldar com um eletrodo rutílico, por exemplo, mas quando a gente vem aplicar na prática, o eletrodo que parecia mais fácil é aquele que mais temos dificuldade de utilizar”, pondera.

Superando os desafios - O empresário Realdo Spanholi, que já criou mais de mil projetos como o do minibaja, sabe bem os desafios a serem superados pela equipe, tanto que o empresário cedeu o espaço do seu empreendimento para a construção do baja da Ufopa. “Eu achei interessante apoiá-los, pois muitas vezes é uma forma de mostrar como não fazer, ou seja, fazer nas escuras do jeito que eu venho fazendo durante todo esse tempo”, comenta.
Mesmo com o apoio, o projeto ainda busca novos colaboradores e patrocinadores, pois, de acordo com o Prof. Thiago, os desafios da competição são muitos, entre eles o fato de a equipe estar longe dos grandes centros urbanos, o que torna as dificuldades ainda maiores. "A maior delas é a aquisição de recursos, pois é muito difícil, aqui na região, conseguir patrocínio para este tipo de projeto; alguns empresários não valorizam a parceria universidade/empresa e outros não acreditam que os alunos irão conseguir executar um projeto complexo como este. A distância que estamos dos grandes centros dificulta a compra de alguns equipamentos e insumos, mas, apesar de todos os empecilhos, nós estamos conseguindo superar as dificuldades”, avalia o professor.
Apesar disso, os testes de resistência da estrutura, tração e segurança, os mesmos que acontecem durante a competição, devem ocorrer agora entre os meses de dezembro e janeiro de 2016, conta ainda o professor Thiago.
Talita Baena, Texto e Fotos– Comunicação/Ufopa

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