quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Marajó, Paraíso Amazônico

O Marajó está entre os mais importantes cenários ecológicos do Brasil. Com cerca de 3 mil ilhas e ilhotas, é o maior arquipélago fluvio-marítimo do Planeta e uma Área de Proteção Ambiental - APA. Possui exuberantes riquezas naturais espalhadas nos cerca de 50 mil quilômetros quadrados da principal ilha, o Marajó.

O viajante tem oportunidade de se hospedar em fazendas tradicionais e viver experiências radicais, enfrentando as ondas da Pororoca - nome dado ao encontro entre as águas do rio Amazonas e do Atlântico -entre o mar e o rio-mar e praticar lanternagem de jacarés ou trilhar em lombo de búfalos. Aliás, o Marajó possui o maior rebanho de búfalos do país.

Há também caminhos abertos pelos povos extintos, que também deixaram seus traços nas cerâmicas com desenhos que inspiram artistas até os dias de hoje. Há cerca de três mil anos, uma tribo de cultura avançada - os índios conhecidos como marajoaras - começou a povoar a ilha e deixou lá esse legado artístico e cultural.

Na ilha, o turista poderá conhecer uma diversidade de fauna e flora que a tornam um dos destinos turísticos mais cobiçados do Pará. Lagos, manguezais, igarapés, sítios arqueológicos, pântanos e praias de rio são algumas das riquezas naturais que a ilha oferece. A viagem é ideal para quem gosta de ecoturismo, prática que começa no próprio trajeto que leva até o Marajó.
Um dos principais cartões-postais do Pará, o Marajó é o destino ideal para quem também aprecia uma rica culinária que, lá, é complementada com queijos de leite de búfala, além de uma enorme variedade de peixes e frutas. Ou, se o turista preferir, pode simplesmente deixar-se ficar em praias de areias claras, em pousadas e hotéis com todo o conforto moderno, diante de um oceano Atlântico dourado pelas águas do rio Amazonas que como igual não existe no mundo.
Dezesseis municípios fazem parte do arquipélago do Marajó. No lado leste estão as cidades de Soure e Salvaterra. Separadas pelo rio Paracauari, as duas cidades oferecem pousadas e fazendas que são um campo fértil para acolher os visitantes que apreciam turismo rural . Em uma viagem de barco, toda a imensidão e os encantos da região podem ser apreciados, além das trilhas misteriosas que convidam a um passeio inesquecível.


O viajante pode percorrer, no verão amazônico - de junho a novembro - os campos onde garças, guarás (aves de cor avermelhada), e dezenas de outros pássaros procuram alimentos entre os rebanhos de gado zebu.
E no inverno - período que mais chove no Marajó (janeiro a maio) - cruzar em barcos esses mesmos campos, entre deslumbrantes jardins aquáticos. Em ambas as experiências, o turista verá sempre pássaros e pequenos mamíferos selvagens em profusão. E, quem sabe, poderá montar num cavalo baio, debaixo das cores do sol.
No cenário da ilha se observa paisagens de rios, igarapés e lagos como também as do oceano Atlântico, que proporciona lindas praias de água salgada, esse é o caso de Soure e Salvaterra principais cidades do Marajó, com o maior número de praias. Ainda como distrito de Salvaterra se destaca também as praias de Joanes se reservando para quem quer um banho mais reservado e natural.
SOURE - Conhecida como a “Pérola do Marajó”, Soure oferece opções para todos os gostos, com praias de águas doces e salgadas, campos naturais e uma fauna riquíssima. Entre todas as belezas, as praias são o destaque. A do Pesqueiro, por exemplo, possui dunas espalhadas por quase toda a sua extensão. Já a de Araruna revela o lado selvagem do município. A praia fica próxima a uma área de mangue e atrai muitos turistas por causa dessa peculiaridade. Em Soure, também é possível encontrar grande variedade de objetos fabricados com couro de búfalo, animal típico do arquipélago do Marajó, com inúmeras utilizações pela população local.

SALVATERRA - Apenas em 1961, Salvaterra deixou de ser distrito de Soure e foi elevado à categoria de município. Conhecido como “Princesa do Marajó”, Salvaterra oferece aos visitantes lindas praias de água doce, igarapés e fazendas. Uma das praias mais charmosas é Água Boa, um paraíso escondido e tranquilo. Outra marca registrada do município é o abacaxi. Salvaterra é um dos maiores produtores da fruta no país.
JOANES - Localizada a 15 km da sede do município Salvaterra, a praia de Joanes tem 2 km de extensão. Possui infra-estrutura de bares e restaurantes. Se der sorte, o turista poderá ver grupos de carimbó na região. De janeiro a maio, as águas ficam meio amareladas por influência da bacia fluvial amazônica. No resto do ano, sofre influência do oceano Atlântico, ficando esverdeadas. Na ponta de sua extensão, encontram-se as ruínas jesuíticas do século 17. O que parecia ser um convento foi bombardeado pela Coroa Portuguesa quando a ordem foi expulsa do Brasil, restando em pé apenas uma parte da fachada e uma parede no fundo do templo. Também é o marco da ocupação portuguesa na Ilha de Marajó, que antes se chamava Ilha Grande de Joanes. De cima da falésia há também um farol recém-construído. Dizem que a formação rochosa encontrada na praia que fica abaixo seria uma espécie de curral de peixes, construído pelos índios.
da redação/ fotos, Divulgação


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